terça-feira, 21 de junho de 2016

III ACAREG


O nosso Núcleo participou no III ACAREG da FNA, que decorreu em Pedome de 10 a 12 de Junho, com 8 elementos. Foi um acampamento memorável, com muita alegria e fraternidade.



Não vale a pena voltar a descrever a atividade. basta ler os artigos no blog nacional e regional. Por nossa parte, gostamos muito do ambiente no nosso sub-campo, São Nuno de Santa Maria, onde fizemos amizade com os nossos irmãos dos Núcleos de Joane, Santo Amaro, Oliveira Santa Maria, Infias, Airão S. João e Balugães. Gostamos também das visitas aos Museus, do atelier de cozinha solar, do Fogo de Conselho, do raide noturno e dos discursos do Ginho, sempre absolutamente brilhante nas suas intervenções. Também gostamos muito de passar os 3 dias à procura das coisas que o Melo perde, controlando ainda o que ele vestia para não o ver com as camisas dos outros.







Não gostamos da comida nem do grupo Ramo de Oliveira, que mais parecia uma cana rachada!


Divertimo-nos e enriquecemo-nos. Que mais podemos pedir?
Até à próxima.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Da nascente do rio Leça à Sra. da Assunção


Em todos estes anos de "Saídas ao Campo" havia algo de que nos orgulhávamos: nunca desmarcamos uma caminhada por ameaça de mau tempo, até porque S. Pedro, certamente para recompensar a nossa coragem e entusiasmo, sempre nos protegeu, fosse com abertas prolongadas, fosse mesmo com sol imprevisto e surpreendente. Bem, não sabemos o que fizemos que o tenha decepcionado ou ofendido, porque desta vez o castigo foi total! Choveu e trovoou ininterruptamente e de forma intensa durante todo o tempo que durou a atividade, com duas míseras exceções: quando paramos num café para retemperar energias, começando a chover mal saímos do estabelecimento e quando nos abrigamos para almoçar debaixo da pala da entrada do Centro Interpretativo do Monte Padrão. A aberta durou enquanto comemos e visitamos o Museu, guiados pela gentil e competente funcionária responsável, que nos ajudou a descobrir os achados arqueológicos deste local, que desconhecíamos. Mal saímos do "paraíso" quente e seco, começou outra vez a chover torrencialmente o que só não nos levou a desistir porque já estávamos tão encharcados que, mais água menos água, já não fazia diferença nenhuma!




Tudo começou no alto da Sra. da Assunção, em Santo Tirso, onde deixamos o carro, seguindo depois a pé pelo Percurso Nº 3, em busca da nascente do rio Leça, bem marcada e com um bonito arranjo. As paisagens familiares desta zona são muito bonitas, principalmente na Primavera. Imaginemos como seria se estivesse sol!





As quedas de Fervença são também de visitar, não tanto pela espectacularidade que o nome sugere, que não existe, mas pelo bucolismo do local, propicio a pique-niques de Verão, à beira rio.




Já depois do almoço, e atravessando carreiros que mais pareciam ribeiros, tivemos ainda uma experiência "radical", tendo que descer por corda um local de acesso especialmente difícil.






E como quando é prá desgraça. é mesmo prá desgraça!, já bem secos e recuperados, participamos com os outros nossos companheiros e irmãos escutas da FNA e do CNE na procissão de velas da nossa paroquia, que encerra o mês de Maria. E o que aconteceu? Chuva mais uma vez, abundante e pesada, fazendo com que no final voltássemos para casa outra vez bem encharcados, que é para não perdermos o hábito!!

Até à próxima.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

V Caminhada Regional


O nosso Núcleo levou a efeito a 5º caminhada aberta à Região. Desta vez compareceram 40 pessoas de 13 Núcleos e o trilho escolhido foi o da Calcedónia.

Depois da foto da praxe à porta da nossa igreja de S. Dâmaso, partimos para o Gerês, onde nos esperaram alguns associados que preferiram ir lá ter, fazendo assim menos quilómetros.


A caminhada não se iniciou sem mais uma foto, desta vez com toda a gente, seguindo depois a pé para o trilho propriamente dito, que começa com uma subida acentuada, que fragmentou logo o grupo e mostrou que alguns estão muito longe da boa forma. Ainda a meio da subida, o Carlos de Delães "rebentou", obrigando o Ginho a voluntariar-se para regressar com ele à base. Os outros seguiram para a fenda da Calcedónia onde aos poucos se foram juntando, para comer uma "bucha" e iniciar a descida.




No final da descida, a Fátima de Pinheiro torceu um pé. Não foi grave mas criou-lhe muitas dificuldades, obrigando a uma intervenção dos enfermeiros improvisados, que além de ela ter percorrido parte do trilho de escorregão, a levaram de cadeirinha na reta final. O que valeu foi que o Ginho trouxe o carro para mais perto do final do trilho, tendo feito o percurso contrário para ir ter com o grupo a meio caminho  e assim a Fátima acabou por fazer os últimos poucos quilómetros bem instalada no automóvel. Na FNA é assim: ninguém fica para trás.



Já na zona de lazer do Campo do Gerês, os farnéis passaram para as mesas de pique-nique, acabando o dia em alegre convívio e partilha, com todos a pedir que esta atividade não se realize só uma vez por ano. Vamos pensar nisso.



Até à próxima.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Conselho Nacional Plenário


O nosso Núcleo esteve representado no Conselho Nacional Plenário, que decorreu em Fátima nos dias 9 e 10 de Abril. Estiveram presentes o Jominho, o Maia, o Ginho e o Melo.


Este foi um dos mais importantes Conselhos Nacionais dos últimos anos, com vários assuntos importantíssimos, mas da intensa ordem de trabalhos, destacou-se a discussão e votação dos projetos de revisão dos Estatutos e Regulamentos. Destes, foi aprovado com quase 90% dos votos o projeto da Direção Nacional, apoiado oficialmente pelas 4 Direções Regionais (Braga, Porto, Lisboa e Setúbal) e no qual o nosso Núcleo de revê.


Assim, foi dado um passo decisivo para que a FNA possa continuar a crescer de forma sustentada, em quantidade, mas acima de tudo em qualidade, com um rumo cada vez mais definido e forte. A partir de agora, somos oficialmente escuteiros adultos, admitindo de forma excecional e com rigorosas condições, pessoas que não tenham sido escuteiros na suas juventude mas que se identifiquem com os valores e o ideal escutista e sobretudo, estejam dispostas a colocar em prática o ideal de serviço que nos anima.

Os Estatutos e Regulamento agora aprovados vão ser enviados para apreciação pela Conferência Episcopal Portuguesa e só entrarão em vigor após a sua homologação.

Até à próxima.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Pela Arriba Fóssil - Esposende


Por razões práticas, e apesar do curto espaço de tempo desde a ultima saída, em Abril agendamos a atividade de campo para o primeiro sábado, em Esposende, para percorrer o trilho da Arriba Fóssil, desde a Senhora da Guia, até ao Monte de Faro. É um percurso de 12 kms, na montanha que está atrás da estrada nacional, que separa as praias e a zona costeira da serra granítica que dá uma beleza extra a toda esta parte do Minho. O trilho, pelos bosques de pinheiros e eucaliptos, sendo de dificuldade baixa, não tem nada de especial, mas os vários pontos de interesse, Senhora da Guia, capela da Senhora da Paz, Moinhos da Abelheira, Castro de S,. Lourenço e o Monte de Faro, são todos de vistas fabulosas, com o mar espraiando-se por quilómetros infindáveis e as localidades e os campos cultivados e verdejantes a completar quadros de beleza simples e autêntica.







Apanhamos alguma chuva, que felizmente não sentimos à hora do almoço, por estarmos abrigados na zona de lazer do Castro de S. Lourenço, um povoado que existiu entre o sec. IV a.c. e o sec. II d.c. e do qual existem bastantes vestígios e ruínas bem preservadas, assim como algumas casas da época, reconstruídas e que visitamos com muito interesse. Existe ainda um centro interpretativo que merece bem uma visita mais demorada.


Depois de concluído o percurso, descemos até à cidade, agora já com a companhia da Berta e Virgílio, bastante bem disposto, apesar da colonoscopia matinal que o poderia ter deixado KO. O importante nestes casos é que a pessoa não se habitue.

Ainda com energia suficiente, percorremos então o passadiço de Ofir, que serpenteia entre as margens do rio Cávado, muito rico em fauna e flora e que vai até á restinga de areia que termina na foz do rio, com o farol de Esposende do outro lado. Com um "ventinho" dos diabos, assistimos a um fenómeno nunca visto por nenhum de nós: a fina camada de areia seca, viajava ao sabor do vento pela areia molhada, criando efeitos visuais muito interessantes e espetaculares. Dir-se-ia que caminhávamos no deserto.






Assim, tendo percorrido quase 19 kms no total, recolhemos bem cansados à modesta morada do Ginho nas Marinhas, para lanchar, conviver, falar ao telefone com a Cátia, jantar umas boas moelas do Maia (quer dizer, as moelas eram de galinha mas foi o Maia que trouxe), conviver outra vez, ao calor da amizade e da lareira, aquecendo generosamente o lado traseiro do Virgilio, bem precisado de conforto, mas também do Armando, que afinal fala tanto em lenha e fogueiras e não fez nada para manter a lareira acesa. A noite acabou com uma partida de poker a brincar, com regras ditadas pelo Jominho, que as muda cada vez que jogamos. São assim os presidentes do "quero posso e mando".


De manhã, e após um cafezinho no bar ao lado do farol, regressamos a casa a tempo do almoço com as nossa famílias.

Até à próxima.