quarta-feira, 9 de abril de 2008

Barragem da Queimadela

No Sábado passado fomos até á Barragem da Queimadela, no concelho de Fafe. Tão perto de nós e afinal pouco conhecida. Seguimos um dos trilhos existentes nos percursos assinalados. Tinha 21 Kms mas como nós não somos malucos e aínda por cima o sol apertava, fizemos só metade.
Mas valeu a pena! Subir o riacho que cai em cascatas e lagoas por entre penedos, visitar a aldeia da Queimadela, seguir pelo meio dos campos onde "jovens" agricultores de mais de 80 anos nos deram conselhos e vontade de viver, conhecer com espanto as recuperações de grande qualidade de casa rústicas á beira rio que aínda há bem pouco tempo estavam em ruínas...
A nossa amizade e boa disposição, com paisagens desta e um bom farnel, são tudo o que precisamos para nos sentirmos felizes.
E como a máquina fotográfica do João Ribeirinho tinha megapixels a mais para esta paisagem, não tivemos outro remédio senão recorrer a fotos de arquivo para ilustar este post. Os tempos foram diferentes mas a paisagem mantém-se.

Até á próxima.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Vila Cova/Mascosela

O circuito do mineiro entre Vila Cova e Mascoselo, nos arredores de Vila Real, foi o nosso destino para a Saída ao Campo de Março.

Como é já quase normal, as minas estão abandonadas e as casas em ruínas. A aldeia de Vila Cova resiste porém, alicerçada noutras actividades económicas e certamente por algum dinheiro que lhe manda a emigração. Ás casas que aínda mantêm o telhado de xisto, unem-se outras completamente modernizadas.

S.Pedro não esteve desta vez do nosso lado. Choveu quase todo o percurso e as fotos ficaram baças e humedecidas.
A caça é uma presença muito forte na zona. Por nós, preferimos fotografar as perdizes que nos surpreenderam no caminho, sem medo e sem fugir. Sorte delas que as nossas armas são apenas as máquinas fotográficas e a nossa boa disposição.
O roteiro oficial previa 4 horas para este percurso mas como nós somos caminheiros experientes, 2h30 bastaram. Assim, depois do almoço dentro de uma paragem de autocarro toda em xisto, fomos em direcção a casa. No entanto, por sugestão do Jominho fizemos um desvio que se revelou muitíssimo interessante: visitamos o núcleo museológico do Planalto de Montelongo, no concelho de Cabeceiras de Basto, já em direcção a Fafe. É um conjunto arquitéctónico muito bem recuperado que alberga uma exposição temática de arqueologia, um alambique/adega, uma serração de madeiras movida a água e uma moagem de sementes e frutos secos, de duas mós, também movida a água. Todo o espaço exterior e interior está muito bem arranjado e todos os aparelhos, exemplares das actividades económicas agrícolas e semi-industriais da primeira metade do sec. XX, estão a funcionar. O nosso enriquecimento cultural bem como a simpatia dos funcionários valeram bem a pena a visita.
Até á próxima.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

S.Clemente de Sande

Começa a tornar-se tradição entre nós: na primeira saída do ano, como as pernas se tornaram mais pesadas durante os festejos de Natal e dos Reis, fazemos sempre um passeio levezinho, num destino não muito longe: Este foi mesmo á porta: S. Clemente de Sande, no concelho de Guimarães, pertinho das Caldas das Taipas.
Há 2 características negativas e tristes sempre presentes nos montes ou bosques perto das cidades: motos a fazer cross e lixo. Em alguns pontos há autênticos montes de entulho, despejados ilegalmente, sejam restos de construção ou actividade industrial, sejam restos domésticos. Com tantos eco-pontos, recolha organizada, gratuita ou a baixo preço, não se justifica este tipo de atentados á natureza e á civilização e que só se explicam pela total falta de civismo, educação e respeito pelos outros e que são autênticos "choques" á vista e á inteligência!
Depois da primeira paragem para descanso e para a "buxa" matinal, seguimos caminho por entre altos penedos e montes.
Felizmente também aínda há actividades agrícolas que respeitam a tardição e a natureza, bem como desportos que não poluem e são até um regalo á vista. O parapente é um deles.
E quando a saída é curta e próxima, certamente já adivinharam como acaba: com um churrasco e na mesa!
Até á próxima!

sábado, 24 de novembro de 2007

S.Caetano




Sábado 10 de Novembro. Aínda haverá castanhas? Isso é o que queremos verificar. E nada melhor que a região de Trás-os-Montes para tirar dúvidas.


Primeira paragem: Montalegre. O Objectivo é comprar uns nacos de carne barrosã e umas alheiras porque esta nossa saída vai ser diferente. Em vez de levarmos farnel, decidimos fazer um churrasco porque o nosso destino, S.Caetano, tem um parque de lazer completo com grelhadores abrigados e mesas á disposição.


Claro que não deixamos de visitar o castelo de Montalegre, com vista priveligiada sobre a c.


Chegados a S.Caetano, tratamos de fazer a fogueira, para ter brasas em quantidade suficiente. Enquanto esta ardia, fomos dar uma volta. Talvez por estarmos perto de Vilar de Perdizes, encontramos no meio do mato uma casa abandonada, mas com trabalhos recentes na pedra, cheios de simbolismos esotéricos. Nenhum dos símbolos era religioso. Alguém quis deixar aqui uma marca...




Almoço. Boa carne e boa pinga! Estamos como queremos!



Pelo caminho fomos parando onde havia castanheiros á beira da estrada. Afinal aínda há castanhas e nesta época já se podem apanhar livremente. Conseguimos aínda um saco para cada um!


Já se notam os dias mais pequenos. Regressamos cedo. Afinal, um dia agradável não tem que ser um dia longo.


Até á próxima.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Acampamento de Verão 2007

A 7 e 8 de Julho realizamos o nosso acampamento de Verão. Em plena serra do Gerês, nos arredores de Fafião, com a devida autorização da Junta de Freguesia, instalamo-nos num dos "currais" que servem para que os pastores descansem no tempo em que os rebanhos pastam por esta zona. Só os "todo-o-terreno" puderam carregar o mínimo material que precisamos para passar o fim de semana.










O Sábado foi gasto a tratar do campo, numa caminhada até uma das lagoas quase "virgens" das redondezas, a preparar o jantar e a confraternizar entre todos e com os pastores e guardas que nos visitaram.

O Domingo não começou muito cedo mas tivemos tempo de praticar rappel e de fazer uma caminhada por uma dos montanhas das redondezas.


Na falta do nosso cozinheiro "oficial", o nosso Presidente, todos tiveram que dar o seu contributo. O maior foi dado pelo Ângelo, que apesar de fazer anos não foi dispensado de cozinhar o almoço.



Depois de mais um passeio e de mais um mergulho nas lagoas, regressamos a casa com o gosto de mais um momento só dos nossos.


Até á próxima.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Fundão


No dia 19 de Maio de 2007, o Núcleo de S.Dâmaso da FNA participou no VI Encontro Nacional de Caminheiros da Gardunha. Estes "caminheiros" não pertencem á 4ª Secção do CNE. São caminheiros porque caminham pela natureza e sobretudo pelas veredas e aldeias da sua serra, a Serra da Gardunha, a coroar o Fundão e irmã da Serra da Estrela.

A saída foi no sábado, com passeio de carro e paragem em Folgosinho, para o almoço. O Restaurante do "Albertino", famoso pelos seus 5 pratos mais entradas, sobremesas e saídas, deu-nos energia para o resto da viagem, não sem antes fazermos um pequeno passeio a pé pelas ruas da aldeia e seu castelo, o que sempre ajudou á digestão.



Como somos teimosos e nunca queremos seguir os itinerários principais, acabamos sempre por nos perder, o que traz variadas surpresas. Fomos parar a um produtor particular e artesanal de queijo da serra, em Celorico da Beira, onde vimos na prática como é um atelier de queijo, provamos o dito e respectivos vinhos e acabamos por comprar alguns, para levar para a família. O pior é que metade não chegaram a Guimarães! Alguns familiares nossos não provarão o queijo!

A amizade que nos une á Associação "Os Caminheiros da Gardunha" já vem de trás, dos laços criados por um de nós no Ultramar com um dos elementos da Associação. Fomos dos primeiros convidados externos a participar nas suas caminhadas e por isso, somos sempre recebidos como família, em clima de festa. Foi o que aconteceu no sábado ao fim da tarde. Esta gente do Fundão são mestres no receber bem os convidados! Aqui sentimo-nos em casa! Junto deles, a amizade é uma palavra com sentido.



Depois de pernoitarmos no Seminário do Verbo Divino em Tortosendo, Domingo de manhã cedo reunimo-nos no Fundão com os outros participantes. Este ano seremos á volta de 600 pessoas. Trovoada forte e chuva intensa assustou-nos, mas á hora do início da caminhada o tempo melhorou. Certamente um prémio para a nossa coragem.
"Na rota da cereja" foi o tema para este ano. Assim, os caminhos percorridos foram essencialmente pelas encostas da serra cheias de cerejeiras onde se produz muito do fruto que é um símbolo desta região, pela sua importância económica e até cultural.


Depois do almoço, em festa e convívio com todos os participantes, despedimo-nos com destino a casa, onde chegamos, 5 horas depois, quando poderíamos tê-lo feito em 3. Nós somos assim...


Até á próxima!