sexta-feira, 12 de setembro de 2014

EDITAL

Edital
Sua Majestade El-Rei Afonso I, pela Graça de Deus, ordena que se faça saber a todas as gentes desta Vila de Vimaranes e outras vilas al redor que as melhores bifanas, a melhor sangria e a melhor limonada de todo o Reino de Portugal, são as feitas pela Fraternidade Nuno Álvares de S. Dâmaso, esse valoroso grupo de escuteiros, a quem muito o Reino estima.
Aos 19, 20 e 21 de Setembro do Ano da Graça de 2014.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Acampamento de Verão 2014

Quando o despertador tocou ás 7h30 chovia que Deus a dava! "Raios e coriscos!", resmungou o herói. "Aqueles murcões vão assustar-se e com um bocado de jeito não aparece ninguém. Também não percebo: temos os impostos, Portugal foi eliminado do Mundial, e nunca mais temos tempo de Verão. Não será castigo a mais?". Tomou banho, vestiu-se e arrancou para a sede. Ao chegar, constatou com satisfação que o Jominho, outro dos heróis, já lá estava, enquanto que o Armando, também ele um herói, tinha os sacos à porta (da sede, não de casa), tendo aparecido pouco depois. O Virgílio, a Berta e a Cátia, respetivamente herói e heroínas, chegaram logo de seguida. Estava assim completa a equipa do primeiro turno, que depois de arrumar nos carros o resto do material, seguiu com destino a S. Gens, Fafe, onde os esperava um terreno particular, com todas as condições, para passar o fim de semana, e que foi gentilmente cedido pelo Sr. Costa, por influência do Jorge Costa associado do Núcleo local da FNA.


Lá chegados, como entretanto a chuva parou, os heróis resolveram fazer uma caminhada pelas redondezas, que incluiu corta-mato, pernas encharcadas e até um pequeno tombo, que o herói principal não conseguiu evitar. A Berta passou o tempo todo a resmungar: "são caminhadas à Jominho". A Cátia é que estava toda contente, já que esta foi a sua estreia como quase-associada da FNA.





Regressados ao campo, recebemos o Matos e o Ângelo, que são um bocado menos heróis mas o suficiente para trazerem a feijoada para todos, que por sinal estava muito boa.


Da parte de tarde, fomos todos visitar o Núcleo Museológico de Montelongo, já em Celorico de Basto. O interesse reside no bom número de moinhos recuperados e sobretudo no núcleo principal, com uma serração e  moínho movidos a água, através de azenhas e noras (não, as sogras não estavam). O Matos aproveitou para explanar a sua erudição no campo da serração de madeiras, explicando os nomes técnicos de cada objeto. Para sorte dele, como nenhum de nós percebe do assunto, acreditamos em tudo o que ele nos disse, mesmo que no fundo, no fundo, desconfiássemos que o mais certo era ser tudo um tremendo embuste.







Enquanto que parte do grupo regressou ao campo, o Jominho, Armando e Virgilio, armados em heróis, resolveram regressar a pé, pelo rio abaixo, acima, de lado e de través, com escorregadelas, tombos, passagens por túneis e até o atravessamento da auto-estrada, com total risco de vida! Que Deus lhes perdoe que nós não conseguimos!

A Ana, outra heroína, chegou, trazendo consigo um verdadeiro contingente: filha (lobita em S. Dâmaso), marido, duas enteadas (um delas escuteira em Vila Real), o irmão (Dirigente do CNE nos Açores) e o sobrinho (também escuteiro)! Fosga-se!!!



O Fernando, também ele um herói, mesmo que um bocadinho menos, chegou entretanto, com uma história muito triste, que nos sensibilizou profundamente: ao parar na rotunda para nos telefonar a pedir instruções para o resto do caminho, a polícia descobriu que ele andava fora da lei e multou-o cobardemente em centenas de euros, por falta de inspeção ao veículo. Todos lamentaram o sucedido, demonstrando-lhe a sua solidariedade, enquanto em surdina se ia ouvindo: "tivesse vindo de bicicleta!"

Foram-se montando as tendas e pondo lanches na mesa, enquanto todos andavam de um lado para o outro a fingir que estavam muito ocupados, embora na verdade ninguém estivesse a fazer a ponta de um chifre! Assim, devido à ausência do Presidente do Núcleo, teve que ser o herói a dar mais uma vez um murro na mesa, que foi bastante doloroso, por a mesa ser de granito sem qualquer polimento. "Atão nunca mais se janta?!", berrou. "Ó Matos, não eras tu que ias grelhar a vitela?" Ó Angelo, as batatas ainda não estão ao lume? Berta, cadê a salada?" Perante tamanha demonstração de autoridade, todos tremeram de medo e continuaram na conversa, sendo necessário o herói ameaçar suicidar-se para que finalmente o pessoal começasse a trabalhar. Assim, o jantar só ficou pronto pelas 21h30, mas valeu a pena, carago! Estava tudo uma delícia! O Fernando foi o que mais apreciou o jantar. Por cada bocado de vitela que mastigava, dizia "custou-me um balúrdio mas está uma delícia!".


O Fogo de Conselho começou com a atuação do Matos no acordeão e do herói no saxofone. Depois de muitas fífias e de cada um estar a tocar pró seu lado, passou-se à apresentação de power-points, que o herói preparou para lembrar os últimos 4 anos de vida do Núcleo de S. Dâmaso e  foram muito apreciados, principalmente o relativo ás Palhaçadas. Já sob a influência dos vapores etílicos, o Armando não conseguia dizer nada de jeito, enquanto o Fernando brindava constantemente à longa vida da mulher-polícia que o multou.

O Chefinho chegou entretanto, completando o lote dos heróis mias pequenos, e trouxe com ele 3 amigos, quase piores que ele, mas que teve o extraordinário rasgo de lucidez de expulsar com alguma rapidez. Assim, voltamos ao acordeão e saxofone com o Chefinho como vocalista. Talvez por culpa dos óculos, ou então do Da vide, não houve uma única canção que o Chefinho conseguisse cantar do princípio ao fim pelo que, por volta da 1h da manhã, o herói desligou a luz e obrigou todos a ir para a cama. "Ide ser chatos ao caraças!"

De manhã, talvez por influência do gás metano resultante da feijoada do almoço, a tenda do Armando parecia que ia levantar voo. Jurou-se que estava mesmo no ar! Depois do pequeno-almoço, fomos para S. Dâmaso, para nos juntarmos ás comemorações do 45º aniversário do nosso Agrupamento do CNE. A Reunião de Piedade foi muito agradável, com direito a um grande elogio por parte do Padre Domingos ao Agrupamento 331 e à FNA. Depois fomos até à Sede onde foram homenageados os Chefes de Agrupamento, que felizmente ainda estão todos vivos: o Chefe Celso, que já pertenceu à FNA, o Chefe Maia, o Jorge Josefino, que é dos nossos, e o Chefe Peixoto. A FNA ofereceu publicamente ao Agrupamento uma imagem de S. Nuno, que marcou assim a nossa participação nesta festa. No final cantou-se os parabéns e comeu-se bolo.



De regresso a Fafe, restou-nos acabar de cozinhar e comer a jardineira de vitela, que também estava muito boa, e depois da sobremesa e café, começar a arrumar, para o regresso a casa. Foi bonito!


Até à próxima.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Saída ao Tua


Este mês fomos para a zona do Tua. Começando em S. Mamede de Riba Tua, fomos até à aldeia do Amieiro, fazendo depois o percurso inverso, onde voltamos ao carro, para reiniciar a caminhada no Fiolhal, muito perto da foz do Tua, quando se junta ao Douro, agora, sempre nas margens do rio, pela antiga linha do comboio, que está desativada.





Um lindo dia de sol, belas paisagens, boa disposição e espírito de aventura. Mais um sábado muito bem passado.






Até à próxima.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Atividade Nacional 2014

A Atividade Nacional de 2014, organizada pela extraordinária Direção Regional de Braga, onde todos são de Guimarães, liderada pelo fantástico Ginho, secretariado pelo notável Melo, correu mesmo muito bem.



Recorde de participantes, escuteiros de todo o país, fantástica organização, alegria a rodos, fraternidade no máximo! Foi bonito!

Contra ventos e marés e um esforço sobre-humano, o nosso Núcleos conseguiu ter 3 representantes na Atividade. Podia ser pior (ou não). Poucos mas bons.




Destacamos a visita à Sede Regional, o Fogo de Conselho, ambos no sábado, e a Eucaristia de Domingo, como os momentos mais conseguidos.






A FNA está cada vez mais dinâmica, mais unida e mais forte.


Até à próxima.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

15º aniversário de S. Martinho de Candoso


O Núcleo de S. Martinho de Candoso festejou 15 anos e nós estivemos presentes. Com a presença de cerca de 25 Núcleos, da Dra. Paula Oliveira, vereadora da Câmara Municipal de Guimarães e originária desta paróquia, onde exerceu funções de Presidente da Junta durante alguns anos, da atual Presidente da junta de Freguesia, da Madrinha do Núcleo e do Agrupamento local do CNE, as festividades iniciaram-se com a romagem ao cemitério para homenagear os escuteiros falecidos. Seguiu-se o tradicional desfile, que nos levou ao salão paroquial, uma vez que a igreja, datada do sec. XII e monumento de estilo românico, não tem espaço para albergar muita gente.


A Eucaristia foi presidida pelo Rev. Padre António, pároco de proveta idade e Assistente, abrilhantada pelo coro da paróquia. No final foram distribuídas lembranças aos Núcleos e convidados presentes, enquanto que um lanche/convívio encerrou as comemorações do aniversario deste Núcleo, que está sempre presente nas atividades da Região.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Caminhada aberta à Região - 2014


S. Dâmaso realizou pelo 3º ano consecutivo a caminhada aberta à Região. O Trilho escolhido foi o da "Águia do Sarilhão", no Gerês.




E pelo terceiro ano consecutivo a chuva caiu todo o dia anterior, toda a noite, e nas primeiras horas da manhã. Assim, pelo terceiro ano consecutivo, muitos que tinham a intenção de participar preferiram a cama sequinha do que arriscar. Fizeram mal! É que pelo terceiro ano consecutivo a chuva parou logo no início da caminhada, nunca mais nos apoquentou e até tivemos sol e céu azul a partir de meio do dia, provando que afinal S. Pedro até simpatiza connosco.



A nós, desta vez juntaram-se elementos dos Núcleos de Serzedelo (totalistas!), de Santa Marinha da Costa e Terroso. É de assinalar que tivemos a participação de 5 mulheres provando que "o medo é uma cena que não lhes assiste".






Com extraordinária boa disposição, algumas peripécias, (incluindo o quase banho forçado do Jominho e da Adriana no rio Homem, a secura total no depósito da carrinha de Terroso que obrigou a abastecimento de emergência no regresso e os dois Bobis, que apareceram não se sabe de onde, se apaixonaram loucamente pelos nossos farnéis e pela Ana, a nossa veterinária e, como sempre nos acontece, nos acompanharam até ao fim), alguns bons quilómetros nas pernas e o lanche final no S. Bento da Porta Aberta, esta jornada revestiu-se do puro espírito fraternal e a promessa de para o ano todos repetirem. Assim seja.









Até à próxima!