quarta-feira, 4 de maio de 2016

V Caminhada Regional


O nosso Núcleo levou a efeito a 5º caminhada aberta à Região. Desta vez compareceram 40 pessoas de 13 Núcleos e o trilho escolhido foi o da Calcedónia.

Depois da foto da praxe à porta da nossa igreja de S. Dâmaso, partimos para o Gerês, onde nos esperaram alguns associados que preferiram ir lá ter, fazendo assim menos quilómetros.


A caminhada não se iniciou sem mais uma foto, desta vez com toda a gente, seguindo depois a pé para o trilho propriamente dito, que começa com uma subida acentuada, que fragmentou logo o grupo e mostrou que alguns estão muito longe da boa forma. Ainda a meio da subida, o Carlos de Delães "rebentou", obrigando o Ginho a voluntariar-se para regressar com ele à base. Os outros seguiram para a fenda da Calcedónia onde aos poucos se foram juntando, para comer uma "bucha" e iniciar a descida.




No final da descida, a Fátima de Pinheiro torceu um pé. Não foi grave mas criou-lhe muitas dificuldades, obrigando a uma intervenção dos enfermeiros improvisados, que além de ela ter percorrido parte do trilho de escorregão, a levaram de cadeirinha na reta final. O que valeu foi que o Ginho trouxe o carro para mais perto do final do trilho, tendo feito o percurso contrário para ir ter com o grupo a meio caminho  e assim a Fátima acabou por fazer os últimos poucos quilómetros bem instalada no automóvel. Na FNA é assim: ninguém fica para trás.



Já na zona de lazer do Campo do Gerês, os farnéis passaram para as mesas de pique-nique, acabando o dia em alegre convívio e partilha, com todos a pedir que esta atividade não se realize só uma vez por ano. Vamos pensar nisso.



Até à próxima.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Conselho Nacional Plenário


O nosso Núcleo esteve representado no Conselho Nacional Plenário, que decorreu em Fátima nos dias 9 e 10 de Abril. Estiveram presentes o Jominho, o Maia, o Ginho e o Melo.


Este foi um dos mais importantes Conselhos Nacionais dos últimos anos, com vários assuntos importantíssimos, mas da intensa ordem de trabalhos, destacou-se a discussão e votação dos projetos de revisão dos Estatutos e Regulamentos. Destes, foi aprovado com quase 90% dos votos o projeto da Direção Nacional, apoiado oficialmente pelas 4 Direções Regionais (Braga, Porto, Lisboa e Setúbal) e no qual o nosso Núcleo de revê.


Assim, foi dado um passo decisivo para que a FNA possa continuar a crescer de forma sustentada, em quantidade, mas acima de tudo em qualidade, com um rumo cada vez mais definido e forte. A partir de agora, somos oficialmente escuteiros adultos, admitindo de forma excecional e com rigorosas condições, pessoas que não tenham sido escuteiros na suas juventude mas que se identifiquem com os valores e o ideal escutista e sobretudo, estejam dispostas a colocar em prática o ideal de serviço que nos anima.

Os Estatutos e Regulamento agora aprovados vão ser enviados para apreciação pela Conferência Episcopal Portuguesa e só entrarão em vigor após a sua homologação.

Até à próxima.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Pela Arriba Fóssil - Esposende


Por razões práticas, e apesar do curto espaço de tempo desde a ultima saída, em Abril agendamos a atividade de campo para o primeiro sábado, em Esposende, para percorrer o trilho da Arriba Fóssil, desde a Senhora da Guia, até ao Monte de Faro. É um percurso de 12 kms, na montanha que está atrás da estrada nacional, que separa as praias e a zona costeira da serra granítica que dá uma beleza extra a toda esta parte do Minho. O trilho, pelos bosques de pinheiros e eucaliptos, sendo de dificuldade baixa, não tem nada de especial, mas os vários pontos de interesse, Senhora da Guia, capela da Senhora da Paz, Moinhos da Abelheira, Castro de S,. Lourenço e o Monte de Faro, são todos de vistas fabulosas, com o mar espraiando-se por quilómetros infindáveis e as localidades e os campos cultivados e verdejantes a completar quadros de beleza simples e autêntica.







Apanhamos alguma chuva, que felizmente não sentimos à hora do almoço, por estarmos abrigados na zona de lazer do Castro de S. Lourenço, um povoado que existiu entre o sec. IV a.c. e o sec. II d.c. e do qual existem bastantes vestígios e ruínas bem preservadas, assim como algumas casas da época, reconstruídas e que visitamos com muito interesse. Existe ainda um centro interpretativo que merece bem uma visita mais demorada.


Depois de concluído o percurso, descemos até à cidade, agora já com a companhia da Berta e Virgílio, bastante bem disposto, apesar da colonoscopia matinal que o poderia ter deixado KO. O importante nestes casos é que a pessoa não se habitue.

Ainda com energia suficiente, percorremos então o passadiço de Ofir, que serpenteia entre as margens do rio Cávado, muito rico em fauna e flora e que vai até á restinga de areia que termina na foz do rio, com o farol de Esposende do outro lado. Com um "ventinho" dos diabos, assistimos a um fenómeno nunca visto por nenhum de nós: a fina camada de areia seca, viajava ao sabor do vento pela areia molhada, criando efeitos visuais muito interessantes e espetaculares. Dir-se-ia que caminhávamos no deserto.






Assim, tendo percorrido quase 19 kms no total, recolhemos bem cansados à modesta morada do Ginho nas Marinhas, para lanchar, conviver, falar ao telefone com a Cátia, jantar umas boas moelas do Maia (quer dizer, as moelas eram de galinha mas foi o Maia que trouxe), conviver outra vez, ao calor da amizade e da lareira, aquecendo generosamente o lado traseiro do Virgilio, bem precisado de conforto, mas também do Armando, que afinal fala tanto em lenha e fogueiras e não fez nada para manter a lareira acesa. A noite acabou com uma partida de poker a brincar, com regras ditadas pelo Jominho, que as muda cada vez que jogamos. São assim os presidentes do "quero posso e mando".


De manhã, e após um cafezinho no bar ao lado do farol, regressamos a casa a tempo do almoço com as nossa famílias.

Até à próxima.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Do Lindoso à Serra Amarela


Mais um mês, mais uma saída ao campo. Estacionamos no Lindoso, uma aldeia muito bonita, com um castelo digno de se visitar e o maior numero de espigueiros de Portugal, bem conservados, organizados e de impressionante beleza.

Mas como o nosso objetivo é caminhar, ala que se faz tarde, subindo sem parar durante quase 10 kms, com a intenção de pisar a neve no recinto das antenas no alto da Serra Amarela.




Como de costume nos últimos tempos, e agora com a autoridade acrescida pelo cargo de Presidente, o Jominho recusa os trilhos oficiais e cá estamos nós no meio da serra, com mato e penedos a toda a volta e sem visão panorâmica, de tal forma que deixamos de perceber onde estavam as antenas, a neve ou até para que lado moravam as nossas mãezinhas! O Ginho, em grande forma depois da pneumonia, estava pronto para tudo. O Virgílio e o Maia, são todo-terreno sem queixas nem dúvidas. O Armando também costuma ser mas desta vez quase chorava porque se convenceu a dada altura que nunca chegaríamos ás antenas e como tal não pisaria a neve, para ele o único e sagrado objetivo deste dia de sacrifício.



Mas o pior estava para vir. O Coelho, um sexagenário aparentemente bem conservado, deu de si. Tendo ficado para trás, no meio da vegetação que nos cobria, sem horizonte nem perspetiva de futuro, desistiu, sentou-se e preparou-se para o fim. Felizmente, o espírito de serviço do Maia, que nunca permitirá que qualquer homem fique para trás, tomou conta do assunto, oferecendo-se para voltar para baixo com o esgotado elemento. Para piorar a situação (não, não tem nada a ver com a canção do Gabriel o Pensador), a mochila do Coelho ficou connosco tendo ambos sido forçados a partilhar o frugal farnel do Maia, que por acaso até dava para 3 ou 4 pessoas.

Há que dizer que, depois de termos almoçado num local extraordinário, e de ter chegado bem rebentados ás antenas e enterrado as pernas na neve, debaixo da alegria pueril e histérica do Armando, o que nos valeu foi que o Coelho e o Maia vieram ter connosco de carro pelo estradão oficial, tendo-nos salvado de fazer 12 kms a pé sempre a descer, mas com a perspetiva de  um grande esforço extra e um timing fora do habitual pois que mesmo com essa boleia e após visitarmos o castelo e os espigueiros do Lindoso ao pôr do sol, chegamos a casa bem mais tarde do que o habitual. Mas valeu a pena!








Até à próxima.


Dia de B-P


Na véspera do dia do pensamento, o nosso Núcleo juntou-se ao Agrupamento 331 na Reunião de Piedade, para celebrar o fundador do escutismo. Com uma carga simbólica importantíssima, muitos elementos do CNE da nossa paróquia realizaram as suas Promessas, quer como escuteiros recém-formados, quer na passagem de umas secções para outras. De realçar o grande numero de Caminheiros, a maioria transitando da 3ª secção, fazendo com que o Clã de S. Dâmaso seja o mais numerosos de há muito anos. Parabéns a todos.

Até à próxima.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Reis 2016


A temporada dos Reis iniciou-se este Domingo dia 3, no final da Reunião de Piedade, cuja animação, como de costume, esteve a cargo do nosso Núcleo.

Mais uma vez, a presença da FNA é fundamental para que o nosso Agrupamento consiga levar o cantar dos Reis às casas dos amigos, bem como às instituições de solidariedade que relevam o carácter de serviço que nos anima. Bons Reis para todos!

Até à próxima. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ceia de Natal 2015


Mais uma vez estivemos com os nosso irmãos escutas do Agrupamento 331 do CNE na Ceia de Natal, que reúne a família escutista de S. Dâmaso. Entre escuteiros, pais, outros familiares, amigos, o nosso Pároco, Rev. Padre Domingos, o Chefe da Junta de Núcleo de Guimarães do CNE, Ernesto Machado, o Presidente da Junta de Freguesia da Oliveira e a representaste da Junta de Freguesia de Azurém, cerca de 150 pessoas encheram o salão da Sede, em ambiente de alegria, amizade, e espírito de Natal.

Para todos, muitos Boas Festas!
Até à próxima.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Acantonamento de Inverno 2015


Foi numa espécie de camping chic, o Nomad Planet em Fiães do Rio, que nós decidimos fazer o nosso Acantonamento de Inverno de 2015, Este espaço é composto por tendas mongóis, os Yurts, muito bonitos e bem decorados, com mobília a condizer. Não se pode dizer que seja um ambiente típico do Gerês mas que é diferente, lá isso é.Escolhemos o primeiro fim de semana de Dezembro, que de Inverno não teve quase nada, com tempo praticamente primaveril.





Antes de lá chegarmos ainda paramos na cascata de Picães, que nos tinha ficado a faltar ver, por puro esgotamento físico da maior parte de nós, em especial do Ginho,na caminhada que lá fizemos em Março, e que valeu bem a visita.



Fomos recebidos pela simpatia do Vitor e da Marie, os proprietários do Nomad Planet e instalamos-nos. Ficamos a saber que as outras duas tenda estavam também ocupadas, por uma família de Gaia e por um casal de espanhóis, o que nos provocou algum receio, que se revelou infundado, por não podermos estar tão à vontade.

Depois do almoço, saboreado cá fora no calor do sol de Inverno e com a maravilhosa paisagem à nossa frente, demos inicio a um torneio de tiro ao alvo com espingarda de pressão de ar, ganho pela tenda azul, graças às extraordinárias performances do Ginho e sobretudo do Armando, duas grandes surpresas que terão passado ao lado de uma grande carreira no tiro olímpico.




Depois, enquanto alguns se dedicaram ao chincalhão, sueca ou ao dolce fare niente, outros fizeram uma caminhada que os levou até ao rio Cávado, bem sossegadinho nesta zona, com uma passagem pela aldeia de Fiães do Rio, que não tem interesse particular, com casas velhas ou feias e que apenas regista a originalidade de ter sido o berço de Bento Gonçalves, o primeiro Secretário Geral do PCP, o que não é, convenhamos, grande coisa.







O jantar, com um churrasco demorado mas que valeu a pena, foi degustado na tenda-refeitório, em formato de Teppi, típico dos índios da América do norte, mas com aquecimento e tudo! Claro que não faltou o bolo de aniversário do Ângelo que mais uma vez fez anos neste dia, acertando sempre o aniversário pelas atividades do Núcleo. Impressionante!!! Até a família de Gaia, que se juntou à festa ficou absolutamente espantada com a coincidência!.Depois de um torneio de poker. onde não houve vencedores nem vencidos, passamos para o Fogo de Conselho, que reuniu em grande alegria todos os hóspedes do empreendimento turístico, que incluiu uma queimadinha a cargo do nosso recém-eleito Presidente, que a preparou com verdadeiros requintes de malvadez e que teve o seu momento caricato quando o gerente veio até nós pedir que fizéssemos menos barulho porque poderíamos estar a incomodar os outros hóspedes. Quando se apercebeu que afinal todos estavam lá, decidiu ficar também, o que provocou uma gargalhada geral. Poderíamos também considerar momento alto a atuação do João Miranda, recitando pelo megafone a célebre e habitual História do Fernando, mas em versão "estrangeira" obviamente dedicada aos nosso amigos espanhóis, mas em que não se percebeu se ele estava  falar espanhol, italiano ou algum dialeto da Mongólia pelo que ninguém percebeu absolutamente nada e se teve alguma piada foi pelo ridículo da situação. Enfim...













Um fenómeno curioso é que vamos para a cama cada vez mais cedo e dormimos cada vez melhor. Será da idade, dos digestivos ou da queimadinha?


Depois do pequeno almoço, que incluiu pão fresco trazido pela Berta e Virgílio, fizemos mais uma caminhada, desta vez por um dos percursos assinalados e que teve a sua graça.






Desta vez o Virgílio também fez anos, mas o momento alto de todo o acantonamento foi o monumental cozido à portuguesa que já estava ser preparado desde véspera pelo Ângelo e pelo Maia que ficou uma autentica obra de arte, só ao alcance dos melhores! Mesmo assim, apesar da maioria ter repetido duas, três e até quatro vezes, ainda sobrou tanto que pudemos surpreender 3 novas hóspedes, que tomariam lugar num das tendas que deixamos vagas, com a oferta de um excelente cozido, totalmente gratuito, que as fascinou e que não se fizeram rogadas de comer e saborear com evidente prazer. Quem é amigo, quem é?



E depois de tudo arrumado, restou-nos o regresso a casa, com a alegria e a amizade reforçadas, que é para isso que isto serve!

Até à próxima.