quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acantonamento de Inverno II


Como este ano o Inverno se mantém firme e não arreda pé, pareceu-nos apropriado realizar mais um acantonamento de inverno. Como o primeiro foi já em final de Novembro e toda a sua organização esteve a cargo dos dirigentes do agrupamento 331 do CNE, que nos convidaram a juntar-se-lhes, achamos por bem sermos nós a organizar este e retribuir o convite. No entanto, os chefes deste Agrupamento andam bastante cansados porque as actividades têm sido muitas e o escutismo é cada vez mais exigente e complexo, obrigando os dirigentes a uma sobrecarga de trabalho e responsabilidade, que os obriga a muitas horas de dedicação, com algum desagrado para a família e muito desgaste para eles. Talvez valha a pena pensar nisto, agora que nós na FNA também temos seguido um caminho de muito maior dinamismo, exigência e  responsabilidade. Assim, mesmo tratando-se de uma actividade com pouco trabalho e muito prazer, os nossos caros chefes declinaram o nosso convite, o que nós entendemos perfeitamente e de forma nenhuma afecta a excelente relação entre ambas as partes.  

Fomos então o fim-de-semana passado para Quintela, uma aldeia no Concelho de Valpaços, na estrada para Chaves. O Tito, o nosso Presidente, tem lá uma casa de família, onde já estivemos há 2 anos e que tem espaço para todos.

Como de costume, as refeições ocupam-nos a maior parte do tempo, com o João Miranda a coordenar o bacalhau na brasa e o Maia a cooordenar tudo o resto.

Aproveitamos o tempo para uma reunião de Núcleo, tendo preparado toda a "papelada" para os Censos e discutido alguns assuntos relativos ás actividades futuras, bem como informação recebida dos Núcleos, da Direcção Regional e da Direcção Nacional.

Depois, como é tanto do nosso agrado, e para ajudar á digestão, fizemos duas caminhadas, uma no Sábado á tarde e outra no Domingo de manhã, pelas zonas vizinhas, entre as paisagens agrestes de Trás-os-montes. Visitamos o castelo de Monforte, quase em ruínas. Percebemos a dificuldade de nestas regiões do país mais afastadas dos centros de decisão, ter os meios necessários para manter em bom estado o património que é de todos nós. O Virgílio aínda nos pregou um susto ao caír batendo com o cóccix numa pedra, deixando-o com um andar novo e tendo perdido o apetite para o jantar. Felizmente no Domingo de manhã já estava recuperado.
Outro momento que nos fez pensar foi quando fomos assistir á Eucaristia dominical e percebemos que ela só se realiza de 15 em 15 dias, porque o padre desta paróquia tem também que assistir várias outras. Assim, no Domingo em que não há missa os paroquianos juntam-se na igreja para rezar o terço e entoar cânticos. E nós participamos com muito gosto na celebração possível.

E assim, mais uma vez demos por bem empregue um fim-de-semana em que reforçamos a amizade que nos une, bem como o espírito escutista que nos anima.

Até à próxima.

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